Artigo interessantíssimo sobre a identificação e avaliação crítica dos temidos artefatos no exame ecocardiográfico, publicado na edição de maio deste ano do JASE. Leitura obrigatória!! (o artigo, já no dropbox do grupo, você encontra aqui).
Seja bem-vindo ao EchoForum! Aqui trazemos revisões de artigos e discussão de temas em cardiologia e ecocardiografia, além de questões comentadas de concursos médicos! Fique a vontade para participar!
quarta-feira, 27 de abril de 2016
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Novo Guidelines ASE para Avaliação da Função Diastólica
Olá amigos! Guidelines recém publicado pela ASE sobre avaliação da função diastólica. Vale a atenção para algumas pequenas mudanças. Proponho que o leiamos e coloquemos as mudanças em discussão aqui no blog. Abraço a todos!
O pdf do guidelines está no nosso Dropbox (o link você encontra aqui).
O pdf do guidelines está no nosso Dropbox (o link você encontra aqui).
sábado, 23 de abril de 2016
Avaliação da Válvula Tricúspide
Artigo recente (janeiro deste ano) publicado no Archives of Cardiovascular Diseases, citado na palestra "Definição da gravidade da Regurgitação Tricúspide", apresentada pelo Ecocardiografista mineiro Dr. Braulio Muzzi de Oliveira.
O artigo traz algumas informações interessantes sobre a avaliação multimodalidade da válvula tricúspide e a quantificação da regurgitação tricuspidea.
O link para o pdf do artigo, no dropbox do grupo, você acessa aqui.
O artigo traz algumas informações interessantes sobre a avaliação multimodalidade da válvula tricúspide e a quantificação da regurgitação tricuspidea.
O link para o pdf do artigo, no dropbox do grupo, você acessa aqui.
Recomendações para Avaliação da Aorta Abdominal e seus Ramos
O link para o artigo em pdf (já feito o upload no nosso dropbox) está aqui.
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Avaliação da severidade da Insuficiência Aórtica
Olá amigos! Retomando as postagens após o Congresso do DIC em BH! Tenho por hábito anotar as referências bibliográficas das palestras que mais me interessaram nos congressos, para aprofundar a base teórica dos assuntos explanados pelos palestrantes. Planejo compartilhar com os colegas alguns artigos que revisei e me pareceram interessantes.
Começo por este artigo citado na palestra do Dr. Frank Flachskampf, da Suécia. Sua palestra "Aortic regurgitation: a continuing diagnostic challenge", mostrou uma série de sugestões baseadas em evidências e em sua experiência pessoal para uniformizar a avaliação da severidade da IAo.
Um artigo me chamou bastante a atenção: o grupo da Cleveland Clinic propôs um algoritmo hierarquizando alguns achados (em especial a dilatação ventricular esquerda) para aumentar a concordância interobservador em relação a gravidade da IAo.
Porém, o que mais me chamou a atenção no trabalho foi a baixa concordância interobservador quando usados os critérios da ASE.
17 especialistas de vários países foram chamados a graduar casos de insuficiência aórtica de 20 pacientes. Houve mais de 80% de concordância sobre a severidade da IAO em somente 13 pacientes!!!
Após a aplicação dos critérios sugeridos pelo consenso, a concordância aumentou para 18 dos 20 pacientes.
Acho que o paper vale a leitura. Já coloquei o pdf do artigo no nosso dropbox, e o link para baixá-lo está aqui.
quarta-feira, 16 de março de 2016
Questão 4 - Prova DIC 2015
Avaliação das
dimensões dos átrios
(Guideline de avaliação de câmaras cardíacas ASE)
ÁTRIO ESQUERDO
Recomendações: O método biplano de
somatório de discos que incorpora menos formas geométricas e é teoricamente
mais acurado do que o método área-comprimento deve ser o método preferido para
medir o volume do AE na prática clínica. O limite superior da normalidade para
o volume pelo E2D do AE é de 34 mL/m² para ambos os sexos.
ÁTRIO DIREITO
Recomendações: O parâmetro recomendado para avaliar o tamanho do AD
é o seu volume calculado usando as técnicas com plano único do somatório dos
discos ou área –comprimento no corte apical 4 câmaras realizado adequadamente.
A faixa normal para ecocardiografia bidimensional do volume do AD é 25±7 mL/m² em homens e 21 ±6 mL/m² em mulheres.
Para mais informações sobre a quantificação, bem como as tabelas de referência, sugiro aos amigos a leitura da diretriz de 2015. Já postei no blog o vídeo do ASE com áudio em português da diretriz comentada (clique aqui para ver a postagem).
Questão 3 - Prova DIC 2015
Função Sistólica do
VD (Guideline de câmaras ASE)
FAC =
Área diastólica – área sistólica/área diastólica x 100 (anormal < 35%)
dP/dt = Tempo necessário que o jato da
regurgitação tricúspide aumente em velocidade,
de 1 para 2 m/s (12 mmHg)
§
12/ tempo (segundos) à unidade mmHg/s
§
Anormal quando inferior a 400 mmHg/s
§
Desvantagens:
o Carga
dependente
o Menos
acurado com ITri importante;
Índice de performance miocárdica (índice de TEI):
§
Estimativa da função global do VD (sistólica e
diastólica)
§
Baseado na relação entre o trabalho desenvolvido
na ejeção e não-ejeção
§
(TRIV+TCIV)/Tempo de ejeção
§
Doppler pulsado (TCO – TE)/TE à Anormal > 0,43
OBS.: Obtido em ciclos cardíacos
diferentes (utilizar com FC semelhante nos dois traçados, cuidado na ACFA!!!)
§
DTIà
obtido em um único ciclo cardíaco à
Anormal > 0,54
§
Problemas:
o Não
confiável com pressão de AD elevadaà
equalização rápida das pressões VD e AD à
encurta TRIV à
IPM menor...
TCOàpodemos
utilizar a duração do jato de regurgitação tricúspide...
TAPSE (avaliação do anel tricúspide) à anormal < 16 mm
Doppler tecidual (DT)à S’ < 10 cm/s (ângulo
dependente)
Aceleração miocárdica durante a contração
isovolumétrica (IVA):
ü Velocidade isovolumétrica de pico dividida dividido pelo tempo até
o pico desta velocidade
ü DT pulsado ou colorido do anel tricúspide à IVA = IVV/AT
ü Anormal:
o DT pulsado à< 2,2 m/s²
o DT colorido à 1,8 m/s²
Menos dependente de carga do que os índices relacionados ao
período de ejeção, em várias condições fisiológicas.
Correlação adequada com a gravidade de doenças que afetam a função
do VD:
o Apneia obstrutiva do sono
o
Estenose mitral
o Tetralogia de Fallot corrigida com Insuficiência pulmonar residual
o Transposição de grandes artérias após correção com a cirurgia de
Jatene.
Vantagens:
o Relativamente
independente de carga.
Desvantagens:
o Literatura limitada em relação a valores normais
o Dependente de ângulo.
o Variação com a idade e a FC
Strain e
Strain Rate regional do VD:
ü Strain
longitudinal de parede livre por STE (anormal > -20%)
FE por Eco
3D àAnormal FE<45%
Análise
“visual”
quarta-feira, 9 de março de 2016
Questão 2 - Prova DIC 2015
TEORIA SOBRE STRAIN MIOCÁRDIO
Obs.: Antes de ler este resumo, sugiro aos amigos pesquisar sobre a biografia do Dr. Francisco Torrent-Guasp (clique aqui para ver o site dedicado a este brilhante cardiologista espanhol).
Clique aqui para assistir um interessante vídeo sobre a formação helicoidal cardíaca.
Strain descreve a deformação miocárdica à mudança fracional no
comprimento de um segmento miocárdico.
Expresso em porcentagem
Valores positivos à
alongamento
Valores negativos à
encurtamento
Strain Rate à
é a velocidade que a deformidade ocorre no tempo (expressa com 1/seg), ou seja:
a taxa desta deformidade (encurtamento)...
Exemplo:
·
Vamos supor que o comprimento inicial (repouso)
da fibra é 10 cm.
·
Na sístole a fibra encurta (contrai) e o
comprimento final passa a ser 8 cm.
·
Na diástole a fibra alonga (relaxa) e o
comprimento final passa a ser 12 cm.
·
Logo o Strain sistólico é de – 20% e o
diastólico é de + 20%
Fornece a informação local da deformação
miocárdica independentemente do movimento de translação
Desvantagem: não consegue distinguir
movimentação ativa de passiva
Strain principal à
descreve a magnitude e a direção da deformação num determinado local do
miocárdio
Strain regional à
descreve o strain de determinado segmento
Strain global àdescreve
a média do strain longitudinal ou circunferencial em todo miocárdio (média do
strain de todos os segmentos)
Rotação do VE:
o
Rotação ao redor do eixo longo do VE
o
Expresso em graus
o
Normalmente a base e o ápice rodam em direções
opostas
o
Diferença absoluta na rotação ápice- base à Twist (expresso em
graus)
OBS.: Base à sentido horário
Ápice à sentido anti-horário
Torsão:
o
Gradiente base – ápice no ângulo de rotação ao
longo do eixo do VE
o
Expresso em graus por centímetro
Podem ser obtidos por:
o
Doppler
tissular
§
Desvantagem de ser ângulo dependente (desvio
Doppler)
o
SpeckleTracking
§
Vantagens:
·
Menos ângulo-dependente
·
Avalia o movimento em múltiplas direções na
mesma imagem
§
Desvantagem principal:
·
Diferença de valores entre os softwares...
Questão 1 - Prova DIC 2015
Avaliação de TEP agudo e diferenciação de outras causas de HP
Correlacionar com quadro de clínico de dispneia
aguda, dor torácica (pleurítica) e fator predisponente
Achados ecocardiográficos dependem diretamente
da magnitude do êmbolo
Ecocardiograma usualmente não consegue
demonstrar diretamente o evento embólico, mas pode mostrar sinais indiretos que
podem ser úteis...
Embolia pulmonar com comprometimento hemodinâmico:
Dilatação de câmaras direitas
Retificação septal ou seu abaulamento na direção
do VE
Disfunção sistólica VDà diagnóstico diferencial com
IAM inferior + VD!
Elevação de PSAP (elevação aguda de PSAP >
40-50 mmHgà
disfunção de VD)
Regurgitação tricúspide (graus variados)
Dilatação de veia cava inferior
Dilatação da artéria pulmonar
Comprometimento da função sistólica do VE
(secundário a sobrecarga VD)
Visualização direta do trombo na artéria
pulmonar proximal (melhor ETE)
Septo interatrial com abaulamento para esquerda
e ocasionalmente FOP com Shunt D-E (pressão atrial direita elevada)
Embolia pulmonar pequena
Dilatação leve de câmaras direitas
Regurgitação tricúspide
Alterações sutis da movimentação do septo
interventricular
Pode apresentar ecocardiograma normal
OBS.: Ecocardiograma normal não exclui a possibilidade de TEP, porém
exclui a possibilidade de TEP maciço...
Sinais ecocardiográficos específicos:
Sinal de McConnelànormocinesia
e/ou hipercinesia apical da parede livre do VD, apesar de acinesia e/ou hipocinesia
dos demais segmentos do VD.
Sinal 60/60 àTAC
< 60 ms e VD-AD < 60 mmHg
Estes sinais têm especificidade muito maior para
o diagnóstico de TEP que os sinais de sobrecarga de VD...
quarta-feira, 2 de março de 2016
Revisão dos Temas Prova DIC 2015
Colegas, por iniciativa do Dr. Issam, nosso colaborador e grande amigo, vamos iniciar uma série de postagens com resumos sobre cada tema postado, conforme a postagem que fiz logo após a prova de 2015 do DIC (para ver a postagem, clique aqui). Vamos ver tema a tema, todas as 50 questões. Quero destacar o mérito do amigo Issam, que teve o grande trabalho de resumir cada um dos tópicos e digitá-los.
Vamos acrescentando informações nos comentários, para criar um "resumão" para a prova!
Vamos acrescentando informações nos comentários, para criar um "resumão" para a prova!
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